Quem somos

O COSAM é uma instituição educacional apolítica, sem discriminação de credo, raça ou classe social, funcionando em regime de externato que abrange o ensino fundamental, o ensino médio, a educação de jovens e adultos, a educação profissional e cursos livres.
Fundado em 1956 com denominação Centro Social Feminino funcionou até 1983 com cursos voltados para a formação de secretárias e sob a orientação religiosa, após o que passou à administração de leigos e ministrando o ensino fundamental, médio e técnico.

Em 2008 passou a ministrar o ensino técnico em EAD com o Curso Técnico em Formação de Secretários de Escolas, que funciona até hoje.

Em 2012 passou por uma reestruturação ao mudar de endereço, paralisando temporariamente o ensino presencial fundamental e médio.

Vem desenvolvendo com êxito a educação acima citada, atendendo aos princípios e disposições das leis em vigor.

Quem foi Santo Alberto Magno?

O mais ilustre catedrático da faculdade de teologia de Paris da sua época foi o dominicano Alberto Magno, assim chamado porque o seu pensamento científico e filosófico-teológico já gozava de grande autoridade quando ele ainda vivia. Descendentes dos duques de Bollstadt, Alemanha onde nasceu por volta de 1193. Depois de um período de magistério em algumas comunidades alemãs, foi um ilustre docente em Paris, retornando depois para Colônia, onde morreu em 1280. Entre os escritos científicos de sua autoria, podemos citar: Sobre os vegetais e plantas, sobre os minerais e sobre os animais. Entre os escritos filosóficos, sobre Metafísica, um Comentário ao Líber de Causis, suas paráfrases da Ética, da Física e da Política de Aristóteles. Sobre seus escritos teológicos: o Comentário às Sentenças de Pedro Lombardo, A Summa de creaturas e o De Unitate intellectus .

Tanto na paráfrase de algumas obras de Aristóteles como em seus escritos originais, Alberto se mostra genuíno admirador da filosofia e da ciência de Aristóteles. E um de seus méritos mais significativos foi o de ter inserido o aristotelismo no pensamento cristão, orientando assim a tensão especulativa do seu ilustre discípulo Tomás de Aquino. Naturalmente, Alberto não foi o primeiro a conhecer e utilizar Aristóteles, como tampouco não nos ofereceu uma síntese verdadeiramente original entre o aristotelismo e o cristianismo. O seu mérito consiste muito mais em ter apresentado Aristóteles como um patrimônio a assimilar e não como um autor que devesse ser conhecido para se melhor combatido: entre os filósofos, Aristóteles "é aquele a quem se necessita dar maior crédito em filosofia", como Agostinho na teologia. Por isso, Alberto colocou-se contra aqueles que combatiam, contra a filosofia de Aristóteles, rigoroso e elevado pensador no que se refere ao "mundo natural". Aristóteles e Agostinho, portanto, são os principais mestres aos quais Alberto se refere constantemente e com base nos quais traça a distinção entre filosofia e teologia, que são duas ciências específicas, distintas pelos princípios de conhecimento, pelo sujeito e o objeto de que tratam e pelo fim que perseguem. É verdade que tanto o filósofo como o teólogo tratam da existência de Deus, mas com perspectivas, resultados e finalidades completamente diferentes.

A distinção entre filosofia e teologia

Para Alberto, são pelo menos cinco as diferenças entre o conhecimento filosófico de Deus e o seu conhecimento teológico:

1) A primeira é que, no conhecimento filosófico, se utiliza somente a razão, ao passo que, com a fé, se vai além da razão;
2) A filosofia parte de premissas que devem ser conhecidas por si mesmas, ou seja, imediatamente evidentes, ao passo que na fé há um lumen infusum que reflui sobre a razão, abrindo-lhe perspectivas que, de outro modo, seriam impensáveis;
3) A filosofia parte da experiência das coisas criadas, enquanto que a fé parte do Deus revelante;
4) A razão não nos diz o que é Deus (quid sit ), mas a fé o diz, dentro de certos limites;
5) A filosofia é um procedimento puramente teorético ao passo que a fé comporta um processo intelecto-afetivo, porque envolve a existência do homem no amor de Deus.

Apenas para exemplificar a distinção entre filosofia e teologia, basta constatar que o conhecimento da realidade não é único, mas sim duplo, conforme consideremos a res in se, quando é objeto da filosofia, ou a res ut beatificabilis, quando é objeto da teologia. E não são poucos os problemas a propósito dos quais Alberto apresenta soluções distintas. Por exemplo: ele expõe e mostra compartilhar a psicologia do conhecimento de Aristóteles, quando expõe o seu pensamento; ao mesmo tempo, porém, compartilha a psicologia de Agostinho e a doutrina da imagem trinitária na alma humana, no campo da teologia. Alguns historiadores chegaram a se perguntar qual era a doutrina psicológica de Alberto, se a primeira ou segunda. A resposta, porém é que ele compartilha ambas as doutrinas, porque são diferentes as ordens de consideração e as perspectivas com as quais estuda o mesmo "objeto material". O mesmo pode-se dizer do mistério da Santíssima Trindade, que ele considera incognoscível em filosofia, ao passo que na teologia, nas pegadas de Agostinho, ela é interpretável. E o mesmo vale também para o problema da criação: o filósofo prova somente que o mundo não pode ter começado por um movimento de autogeração, mas não chega à idéia da criação, da qual, ao contrário, parte o teólogo. No que se refere ao caráter temporal ou eterno do mundo, a filosofia não pode se pronunciar com argumentos probatórios nem a favor de uma nem de outra tese, bem como a propósito da imortalidade da alma individual; já para o teólogo o mundo é criado e a alma é imortal. Em suma, "theologica non conveniunt cum philosophiacis in principiis". E as coisas teológicas não se conjugam com as coisas filosóficas em seus princípios devido ao fato de que "a teologia se baseia na revelação e na inspiração, não na razão". O filósofo diz tudo aquilo que pode ser dito "com base no raciocínio". E com certeza "não se pode ter qualquer conhecimento da Trindade, da Encarnação e da Ressurreição a partir de uma perspectiva puramente natural".

O interesse científico

Além dos problemas filosóficos e teológicos, Aberto também tratou das questões científicas. Embora se baseando nos clássicos, particularmente em Aristóteles, não se limita a sintetizar os seus resultado, mas apresenta uma série de observações originais sobre os vegetais, minerais e animais. Alberto estava entre os pouquíssimos escritores medievais que se aproximaram de uma efetiva observação da natureza. Homem mais culto da sua época, Alberto com suas obras sobre os minerais e sobre os seres vivos, havia dado provas de que o espírito científico começava a se reerguer. Com efeito, ele não é de se desprezar como observador objetivo. E, com suas qualidades, indica o surgimento de uma nova obra, cujos sinais perceberemos mais claramente nos seus sucessores.
Em Alberto, podemos encontrar aquela concepção mágico-astrológica que, através dele, iria exercer uma grande influência posteriormente. Contrário à magia negra (invocadora de forças demoníacas) e à magia "judiciária" (que tende a estabelecer a influência dos astros sobre o destino humano e, portanto, a privar o homem de sua liberdade), Alberto defendia aquela magia natural que nos dá testemunho da infinita virtude da Causa primeira, que mantém unidas as coisas de qualquer modo, prescindindo desses conteúdos, o importante está em algumas afirmações de princípio feitas por Alberto Magno a propósito do objeto e do método da ciência natural.

15 de novembro é o dia que a Igreja Católoca comemora o Dia de Santo Alberto Magno.

Última atualização: terça, 24 junho 2014, 04:28